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Antes de mais nada, para entender a natureza deste post, você PRECISA LER esta postagem!

E aí, garotas e garotos da tempestade! Firmeza total? Bora ver o que essa turminha do barulho vai aprontar altas confusões em suas aventuras? Com vocês TLV – The Lost Vikings

DISCLAIMER

Esta postagem é para jogadores familiarizados com o herói. Se você não joga medianamente com este personagem ou tem ele abaixo do nível 06, pode ser que tenha problemas em entender algumas partes deste post.

O texto aqui será baseado completamente para o leitor experiente, no qual não preciso explicar fundamentos e coisas básicas do jogo, gameplay e dos heróis. Se precisar, dê uma olhada nas outras postagens do nosso querido site e nas minhas também para se organizar e absorver melhor as informações.

INTRODUÇÃO

TLV é um herói (ou são heróis?) antigos no universo do Nexus. No entanto, pelo seu alto nível de gameplay e dificuldade, poucos se arriscam jogar com esses personagens:

Já no início da partida, você tem disponível:

TALENTOS

LEVEL 01

LEVEL 04

LEVEL 07

LEVEL 10

LEVEL 13

LEVEL 16

LEVEL 20

POSSIBILIDADES

Expostos os talentos e sua classificação diante à AFSC, teremos as seguintes possibilidades:

Analisando por cima, sob minha ótica e opinião, poderemos ter as seguintes vertentes:

  • Diversas builds voltadas para Ferramenta (Especialista);
  • Diversas builds voltadas para Cerco (Especialista);
  • Poucas builds voltadas para Agressão;
  • Possibilidade de uma build Segura;
  • Talentos situacionais, dependendo do gameplay.

Antes de mais nada, quero que atentem na build mais usada, segundo o HotsLogs:

BUILD MAIS USADA

COMENTÁRIOS SOBRE

Tenho uma facilidade boa e amo jogar com TLV (vou abreviar o nome The Lost Vikings). Ainda possuo dificuldades de coisas mais avançadas como “SPLIT 2×1 para três lanes em conjunto” (rotacionar o Erik com alguém do time, ao mesmo tempo que OlafBaleog cuida de duas lanes próximas; ou as únicas duas que tiver no mapa).

Confesso que já usei MUITO a build acima. Achava ela infalível, mesmo em mapas menores. Mas quando joguei contra um cara que tinha o TLV no 20, vi como ele acabou com meu esquema com apenas uma Li Li.

Ele explicou o seguinte:

Você sempre tem que encarar que TLV são 03 árvores de talentos ambulantes que podem cada um fazer algo, ao mesmo tempo que fazem tudo juntos.

No início eu caguei não dei bola para essa explicação. No entanto, conforme jogamos outras partidas (ele com TLV), acompanhando e ouvindo as explicações na época, pude entender o que ele quis falar com aquilo.

Imaginemos que se isolarmos cada um dos TLV, mais contar com eles como GRUPO, teremos as seguintes informações:

  • Olaf ganha buffs só nele, escolhendo TALENTOS: 01 / 13 / 16;
  • Baleog ganha buffs só nele, escolhendo TALENTOS: 01 / 04 / 07;
  • Erik ganha buffs só nele, escolhendo TALENTOS: 01 / 04;
  • TLV ganham buffs em todos, escolhendo TALENTOS: 01 / 04 / 07 / 10 / 13 / 16 / 20.

Somada as possibilidades que os talentos podem oferecer aos nossos vikings perdidos, não sei vocês, mas começo a ver como aproveitar mais TLV. E digo mais, se antes a maior reclamação de quem joga com eles era do time saber jogar com eles, agora é hora de abrir a mente e ver como se adaptar para cada time aliado, composição inimiga e mapa que for jogar.

Com isso, primeiro, vamos ver a tabela dos 04 primeiros heróis de sinergias e ameaças, segundo o site HeroesCounters:

Voltando à análise da build mais usada, eu a classificaria como JUNGLE-SPLIT-LANER. O que significa que os talentos escolhidos mostram-se útil para fazer mercenários e empurrar as lanes com eles – mesmo em SPLIT, evitando rotas “mais usadas”.

Os dois primeiros talentos é LITERALMENTE para mercenários. Pegá-los e não cumprir, é desperdício de buff aos personagens. Ainda mais se não for um mapa favorável. Talentos no 07 e 16 são sinérgicos demais para cerco, enquanto o talento 13 é uma ferramenta segura para escapar de ganks ou habilidades inimigas. O “R” é excelente no 20, pois permite ficar mais agressivo e ousado nas lanes, com “imortalidade” de 10 segundos.

No entanto, as desvantagens são equivalentes também: ao pegar o primeiro e segundo talento, quem conhece as mecânicas possíveis do TLV não vai simplesmente deixá-los livres e soltos pelo mapa. Ao contrário, irá priorizar a eliminação dos seus vikings, forçando você agrupar eles ou mantê-los fora dos acampamentos. Outra coisa é depender do mapa e objetivo, pois não é porque a Resistência Braxis é um mapa excelente para essa build (2×1) que vou estar sossegado a partida inteira; e também dos playstyle de ambos os times. Saiba ler o comportamento dos seus adversários. SEMPRE!

Por que? Simples, imagina você no mapa acima citado com essa build. Daí, seu time resolve separar 02 para cada lane, pressionando o inimigo. A primeira coisa que vem na sua cabeça é fazer os mercenário. Sim, o cenário é excelente, mas bem arriscado. Vale a pena sim, se ao olhar no mini-mapa e você consegue ver, ao menos, de 03 a 04 inimigos ocupados. Se não, nem perca tempo, pois a probabilidade de você topar com um grupo é alta (a probabilidade do time inimigo fazer um ENGAGE de gank é alta).

Daí o que acontece? PING PING PING! REPORT! LIXO, NUNCA MAIS JOGUE COM TLV! E por aí vai… deixando você mais perdido do que eles ali no Nexus. Então, novamente: ter somente um tipo de build em suas mãos, limita você a ter um playstyle menos diverso e eficaz. A importância de dominar todas as possibilidades que o heróis pode propor é o caminho para melhorar DRASTICAMENTE o seu gameplay.

DESENVOLVENDO BUILDS

Como então pensar com toda essa informação?

Primeira coisa é delimitar o que você quer com o personagem. E ver se encaixa com o que deseja:

  • Qual a composição do meu time?
  • Qual a composição do time adversário?
  • Qual mapa será jogado?
  • Quais os heróis inimigos que sou fraco?
  • Quais os heróis inimigos que sou forte?

Respondendo essas perguntas para cada partida, você terá respostas informativas e em forma de dados para pensar melhor na sua build. Recomendo no início, papel e caneta ao lado para ir anotando, já que todo seu pensamento e foco devem estar focados na partida. Vamos exemplificar para melhor ilustrar:

EXEMPLO PRÁTICO

Será uma partida bem complicada para o seu time, que está composta com dois Especialistas UTILITY. O time adversário está bem ortodoxo, com uma composição Padrão. Já posso imaginar: a pessoa que está como o Tychus e, de repente, caíssem em uma match dessa, já estaria em pânico ou xingando horrores à Blizzard. No entanto, se organizar e se comunicar com o time, todo mundo ficará satisfeito no final.

 Informe aos seus aliados no começo da partida sobre as vantagens e desvantagens. A maior vantagem para TLV é o mapa. Ele é GIGANTE e excelente para os dois especialistas. De cara você precisa garantir pro seu time que vai fazer SPLIT nas três lanes, garantindo uma liberdade maior para o restante do time. O Abathur provavelmente ficará em uma das lanes com algum do seus vikings. E mais:

  • Artanis é ótimo contra Sgt. Marreta;
  • Tychus é a maior ameaça para o time adversário;
  • Kharazim é excelente com TLV e contra JainaSgt. Marreta;
  • Abathur é o elemento surpresa!

Agora, quais serão as desvantagens?

  • Sgt. Marreta te elimina rapidamente no earlymid game;
  • Ragnaros e Jaina podem ser bem chatos se TLV estiverem agrupados;
  • DehakaLi Li mal vão sentir seus ataques, mas o contrário não é recíproco;
  • Morrer neste mapa, não vale a pena nenhuma. A não ser que você tenha o talento 10 S/F – pronta para usar.

Primeiro é preciso saber o que o personagem poderá propor com os dados e informações acima já coletados. Depois, você e seu time precisam fazer uma estratégia juntos, questionando:

  1. O comportamento do Abathur;
  2. Comportamento do trio que sobrou;
  3. Como TLV poderá ser útil na situação;
  4. Quais as possibilidades de talentos.

Com isso, vamos a uma build-exemplo que poderá se compor em duas partes:

BUILD BEST FRIENDS FOREVER

Já respondendo a primeira questão: o  Abathur será seu parça o jogo todo e ninguém tasca. Ele estará dedicado exclusivamente aos TLV. Quando digo exclusivo, é de vez e NUNCA se ocupar com os outros aliados, a não ser EXTREMAMENTE NECESSÁRIO! Então, o player que jogar com o Abby, deverá escolher talentos que auxiliam essa parceria (em breve o guia dele).

Segundamente, o trio Artanis+Tychus+Kharazim terá os seguintes objetivos:

  • AFASTAR os inimigos das lanes, criando distrações;
  • ATRAIR os inimigos para longe das ogivas, fazendo um PUSH severo ou criando distrações;
  • GANKAR e CAÇAR os inimigos que estiverem em 3 ou menos;
  • PROTEGER a lane quando houver um PUSH inimigo.

Com o Abathur exclusivo para TLV, podemos focar em:

BFF – SABOTADORES DAS LANES

Para jogadores que jogam Excelentemente

Toda vez que alguém do meu time pega Abathur e a composição me permite exclusividade com ele, eu faço essa build. Vamos as justificativas dos talentos:

O TALENTO 01 te garante visão e controle da lane. Ótimo para o Abathur e de quebra um plus de um combinho conveniente. Quando as tropas chegarem perto das torres e fortes inimigas, certifique-se que está sozinho e coloque o Erik por lá (próximo e seguro). O Abathur deve estar na mesma lane. Quando ele ficar em modo camuflagem, o Abby faz hating no viking, dando dano em todas as estruturas, sem causar perigo ao Erik.  Com o TALENTO 04, a coisa fica mais interessante, pois você alterna em ficar no combo e detonar as estruturas quando tiver avanço das tropas aliadas. Mantém o máximo dos dois lá, sabotando as lanes.

O TALENTO 07 é um escudo emergencial. Parece pouco, mas somada ao shield que o Abathur pode oferecer (mesmo sem buffs dos talentos), já dá uma boa sobrevida aos seus vikings. Lembre-se que para aproveitar os TALENTOS 10 e 20, pelos menos um deve sobreviver.

O TALENTO 13 é mais para garantir um late game melhor para TLV. Quando houver aquela TF necessária que alguns dos seus personagens estão por perto, pelo menos você ajuda com um dano melhor que o do Ataque Básico. Ao unir os três então, o dano fica absurdamente alto. Mas usar ele no momento certo é fundamental – pois queremos de evitar juntar os vikings.

O TALENTO 16 será imprescindível para fugir e ficar SAFE. Como você depende de estar vivo a maior parte do tempo, ao mesmo tempo que precisa de sobrar um para trazer todos de volta, seu Z fica com buffs necessários para fugir dos inimigos.


Novamente afirmo: são os talentos que vão ajudar a focar no melhor comportamento do seu herói. O combinho ali foi criado de maneira situacional, pois a sinergia e a exclusividade do Abathur com o Erik permitiu uma estratégia dessa. Além do mais, você terá que lidar com improvisos que serão fundamentais para seu gameplay.

Essa build divide o seu foco em dois: Erik e avanço SAFE das outras lanes com os outros vikings.  Pois dois talentos escolhidos favorecem somente o Erik, enquanto os outros são talentos para assegurar TODOS os vikings de alguma forma. Mesmo com um talento agressivo no 13 (no qual você poderá substituí-lo pelo Invulnerabilidade, se quiser).

BFF – SENHORES DAS LANES

Para jogadores que jogam de Medíocre à Bem

Agora, se o Abathur focar em uma build voltada mais para controle de mapacerco, então esses talentos garantem uma boa presença de lane dos viking, ajudando-o ou sendo ajudado.

Cada viking ganhará um talento que dá buff em suas especializações (TALENTOS 01, 04 e 13). O TALENTO 07 e o 10 serão as únicas mecânicas de defesa e sustain a mais do que o “Z” e a Passiva Natural. Então, PEGUEM SEMPRE OS GLOBOS DE REGENERAÇÃO!

O TALENTO 16 e 20 é mais um burst a favor do TLV. Contra os heróis adversário escolhidos, raramente você deve juntar os vikings. Lembrando de sempre deixar pelo menos um vivo para ressuscitá-los com a heroica. Evite avançar os TLV se você não sabe aonde estão os inimigos.

CONCLUSÃO

Claro que as situações citadas acima podem ser completamente diferente do que demonstrei. Eu fui para o senso comum das inúmeras partidas que joguei como TLV, pois há sempre o comportamento padrão dos outros players:

  • Perguntam se você sabe jogar de TLV;
  • Interpretam de maneira rasa seu gameplay (“DIVIDE ELES”, “SEU NOOB, DEIXA ELES TUDO JUNTOS”, “FICA NAS LANES”, “VEM PRA TF COM TODOS ELES”…);
  • Já falam GG antes de tudo, baixando a moral do time;
  • Se perder a partida, será culpa dos TLV;
  • Se ganhar a partida, raramente você será creditado.

Isso é só uma amostra de como a comunidade têm um grande preconceito ou ignorância sobre o herói. Claro, não são todos os jogadores que jogam maravilhosamente bem com TLV. Por isso, se haver a curiosidade ou vontade de ficar bom com eles, comece já a dominar esses talentos ambulantes.

Assistir partidas de outras pessoas jogando com The Lost Vikings, pode melhorar sua capacidade analítica e crítica.

Além de analisar vídeos e replays de partidas, você deve treinar contra I.A.. Minha dica de estudo e treino com eles é primeiro jogar sozinho contra I.A., tentando interpretar cada mapa e cada composição. Depois, jogar o contra I.A. com jogadores. Mas ainda não é nem 60% do cenário real.

Assim que estiver acostumado com os comandos, talentos e gameplayjogue QM! E sim, você vai ficar nervoso, passar raiva e estresse. No entanto, esse é o treino! Para jogar com os vikings, você precisa muito de auto-controle, paciência e foco. Te garanto que à comunidade fará o seu papel para provocar e te atrapalhar. 🙂

Não me aprofundei mais em outras builds aqui para não ficar mais gigante a postagem. No entanto, vamos fazer uma brincadeira que vocês podem responder nos comentários?

QUAL OU QUAIS SITUAÇÕES QUE A SEGUINTE BUILD SE ENCAIXARIA?

Espero que tenham gostado! O próximo herói será a Jaina – a pedidos.

Saravá! \o/

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