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Olá aventureiros! A equipe brasileira Brave Ozone, como muitos já sabem, foi a campeã da Copa América de Heroes of the Storm, e com isso conquistou seu lugar no Americas Championship que acontecerá entre os dias 19 e 20 de Setembro em Las Vegas. Representando não só o Brasil, mas toda a América Latina, o time preparava-se para os jogos mais importantes de suas vidas com o apoio de uma enorme torcida.

Porém, há cerca de uma hora, a página oficial da Brave Ozone publicou uma notícia extremamente triste. Os vistos dos jogadores foram negados pelo Consulado Norte-Americano, e a Brave Ozone não poderá mais participar do torneio. Como acontece na maior parte dos casos de vistos negados, alegou-se que os jogadores não possuíam vínculos suficientes com o Brasil, mesmo com a carta-convite da Blizzard, passagens de ida e volta pagas, hospedagem paga, contratos assinados e roteiro de atividades. De nada adiantou, o “não” foi soberano.

Esse tipo de situação já aconteceu outras vezes em campeonatos internacionais de outros jogos. Sonneiko, jogador profissional de DotA 2, teve o visto negado três vezes e quase não conseguiu comparecer ao The International 5. O tempo, segundo a Brave Ozone, não foi o maior dos problemas. O escritório de vistos contratado pela equipe já havia trabalhado com a Pain Gaming, e foi capaz de agilizar o processo dos passaportes e agendamento da entrevista.

A mente pequena que nos atendeu nos disse que somos muito jovens e que não possuímos laços fortes o bastante com nosso país, como um grande trabalho ou uma formação acadêmica de prestígio. Disseram isso na frente de jogadores que cortaram da própria carne e abandonaram a estabilidade para se tornarem os melhores da América Latina, que foram capazes de impulsionar o cenário de Heroes of the Storm nacional. Disseram isso para jogadores que não mereciam esse tratamento depois de tanto sacrifícios.

Eu não tenho palavras para descrever o quão triste estou com toda essa situação. A situação econômica do nosso país não é boa, como todos sabem, e esse pode ter sido um dos fatores decisivos para a recusa. De qualquer forma, não foi só a Brave que perdeu. Todos nós perdemos algo muito importante hoje: perdemos nossos representantes no Campeonato das Américas e perdemos a oportunidade de mostrar para o mundo que, sim, o Brasil é tão forte quanto todos os outros países.

Mas não percamos as esperanças. Não deixemos que isso tire dos jogadores a vontade de ser os melhores. Ainda fico na esperança de que, de alguma forma, a situação consiga ser revertida, ou que a Brave consiga disputar o campeonato pela Game House, na pior das hipóteses. Manteremos o post atualizado com quaisquer novidades que surgirem. À equipe, desejo muita força nesse momento.

/kiss, vejo vocês no Nexus.

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